O Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Assistência Social e do Distrito Federal – FONACEAS, constituído por representantes do governo e da sociedade civil, que são Presidentes, Vice-Presidentes, Conselheiros(as) e Secretários(as) Executivos(as), em seu 31º Encontro, ocorrido nos dias 11, 12,13 e 14 de novembro de 2014, em Vitória – Espírito Santo, que contou com a participação de 13 Conselhos Estaduais de Assistência Social: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.
No
primeiro momento deste Encontro a Secretária do Estado de Assistência Social e
Direitos Humanos inicia sua apresentação da gestão da Política de Assistência
Social no Estado do Espírito Santo, destacando as características do seu Estado
e adentrando na organização estrutural da Secretaria e da gestão do Sistema
Único de Assistência Social – SUAS.
Em
seguida o Presidente do Conselho Estadual de Assistência Social do Espírito
Santo, apresenta a execução do Controle Social feito por esse Conselho na
estratégia de acompanhamento aos Conselhos Municipais com suas reuniões
descentralizadas e com pautas propositivas para o aprimoramento da Política de
Assistência Social.
O Foco
deste 31º Encontro foi discutir a Judicialização da Assistência Social, para
tanto contamos com a participação do Conselheiro Estadual André Casotti,
representante da Ordem dos Advogados – OAB, representando o segmento dos trabalhadores.
O painelista é especialista em Direito Público, Pós-graduado em Gestão de
Políticas Públicas, com defesa de trabalho no tema ora abordado.
O
Conselheiro André Casotti exemplifica três momentos de Judicialização:
1º - Na
forma de superação dos conceitos nos Cursos Superiores, nos Poderes distintos
que precisam ser superados;
2º –
Porque o fenômeno da Judicialização cresce no mundo e no Brasil;
3º – A Judicialização
presente no Supremo Tribunal de Justiça.
André
Casotti afirma que a legitimidade de executar as Políticas Públicas é dos
poderes executivos e não dos Juízes e Promotores que não foram eleitos pelo
voto direto, mas esses são provocados pela sociedade, quando os atos do poder
executivo são questionados quanto a sua validade ou não, a partir deste
contexto, questiona o ato do poder executivo e dá um tratamento judicial a
demanda.
E que a Judicialização
é um fenômeno comum do judiciário em execução no Brasil, e se deu pelo ideário
neoliberal do Estado mínimo na década de 1990, com o desmonte do Estado e pela
disputa dos Tribunais, por uma cultura política e administrativa, dada a
seletividade das políticas públicas onde a sociedade civil busca no Judiciário
uma forma de garantir seus Direitos negados.
Reforça a
importância dos Conselhos Federais das categorias em discutir a Judicialização
para que os trabalhadores não sejam penalizados e que, é preciso dialogar,
mostrando conhecimento, capacidade de interlocução e posicionamento. Considera
ainda que o profissional deve ser antes de tudo, um cidadão do conhecimento e
do diálogo para fazer o diferencial.
Em
cumprimento da programação as Coordenadorias de Relações Institucionais,
Vigilância Social e Defesa de Direitos, Comunicação e a Coordenação Geral
fizeram uma prestação de contas, onde apresentaram a execução e o alcance das
metas traçadas em seus planos de trabalho.
A
Coordenação Geral em sua gestão conseguiu dar uma nova formatação aos
Encontros, tornando-os mais leves permitindo troca de experiências (falar e
ouvir), e aprender com as experiências dos demais Estados, uma de suas
conquistas foi a reaproximação com o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS),
o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), pela importância
deste, em delinear as normatizações da Política de Assistência Social que todos
nós acreditamos, respeitamos e somos defensores.
Reforça
que o FONACEAS é um espaço importante de articulação entre os CEAS e o CNAS que
clama que na próxima gestão do Fórum se permita chamar outros parceiros para
somar com este Fórum. Com a anuência dos presentes foram alterados os Artigos
13 – Parágrafo 1º e o Artigo 14 – Parágrafo 3º do Regimento Interno do
FONACEAS.
Em
seguida os participantes em regime de votação, foram unânimes pela permanência
da Mesa Coordenadora do Fórum até a próxima reunião.
Por fim a
plenária recomenda:
-
Fortalecimento dos Conselhos de Assistência Social no exercício do controle
social;
- Uma
participação qualificada da sociedade civil;
- Maior
articulação e interação com os Conselhos Municipais de Assistência Social;
- Que é
preciso que os gestores entendam que os Conselhos de Assistência Social não são
apêndice da gestão, tem recursos próprios e os gestores não podem negar a
participação dos Conselheiros (as) em eventos de capacitação e aprimoramento do
controle social;
-
Garantia da participação da sociedade civil, com recursos financeiros, nas
atividades dos Conselhos de Assistência Social dentro e fora de sua área de
representação;
-
Sensibilizar o CNAS para garantia de recursos financeiros federais, quanto a
participação das Secretárias Executivas nas Reuniões Trimestrais;
- Solicitar ao CNAS, que na última Reunião Trimestral,
seja discutido o Tema Central, Eixos, Números Delegados, Prazos de realização
das Conferências Municipais, Estaduais e Federal de Assistência Social – 2015;
-
Rearticular o Fórum dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social
pautado na Conferência Nacional de Assistência Social – 2011;
-
Estreitar as relações com os Estados que vão sediar os Encontros do FONACEAS.
Por uma
Política de Assistência Social forte para quem dela necessitar assinamos esta
Carta.
Vitória/ES,
14 de novembro de 2014
Fórum Nacional de Conselhos Estaduais de
Assistência Social e CAS/DF
FONACEAS

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